Local: Um pequeno prédio a poucas ruas da delegacia.
Ele era moreno. Moreno, bonito e delicado. Não havia rapaz mais gentil na vizinhança.
Ele trabalhava muito, durante o dia, no mercadinho da vizinhança. Limpava os pisos, arrumava as prateleiras, descarregava os produtos que chegavam em uma pick-up... Fazia o que lhe mandavam, quando lhe mandavam. E nunca se queixava.
Com os vizinhos do pequeno e modesto prédio onde vivia, não era muito diferente. Ele ia buscar o gatinho da vizinha idosa em cima da árvore. Ia desentupir a pia da mãe solteira que vivia no andar de cima. Ia recolocar os azulejos caídos no banheiro do vizinho que sofria do coração. Fazia o que lhe pediam, quando lhe pediam. E nunca se queixava.
Se lhe agradeciam, ele parecia envergonhado. Sorria timidamente e se curvava. A resposta, assim como a atitude, não variava.
- Eu é que devia agradecer por poder ajudar.
Sim, ele era simpático. Simpático demais.
Ele era moreno. Moreno, bonito e delicado. Não havia rapaz mais gentil na vizinhança.
Ele trabalhava muito, durante o dia, no mercadinho da vizinhança. Limpava os pisos, arrumava as prateleiras, descarregava os produtos que chegavam em uma pick-up... Fazia o que lhe mandavam, quando lhe mandavam. E nunca se queixava.
Com os vizinhos do pequeno e modesto prédio onde vivia, não era muito diferente. Ele ia buscar o gatinho da vizinha idosa em cima da árvore. Ia desentupir a pia da mãe solteira que vivia no andar de cima. Ia recolocar os azulejos caídos no banheiro do vizinho que sofria do coração. Fazia o que lhe pediam, quando lhe pediam. E nunca se queixava.
Se lhe agradeciam, ele parecia envergonhado. Sorria timidamente e se curvava. A resposta, assim como a atitude, não variava.
- Eu é que devia agradecer por poder ajudar.
Sim, ele era simpático. Simpático demais.