- Não precisamos fazer nada, meu anjo. Mas seria bom conhecer gente do FBI e transformá-la em nosso contato.
A voz atravessou os lábios do homem com um acentuado sotaque. Mesmo falando um inglês impecável, era praticamente impossível evitar que o jeito marcadamente latino de falar desse o ar de sua graça na voz grave do homem. O beijo suave de Jasmine foi suficiente para que os poucos pêlos de seus antebraços, bem como os de sua nuca, se eriçassem. Havia notado que ela acordara quando saiu do quarto na direção da cozinha. Como diria sua mãe, tinha "ouvido de tuberculoso".
O jantar que aconteceria no domingo era oriundo de uma articulação que Átila começou. Havia conversado com a delegada-inspetora do distrito policial, uma mulher de olhos negros e pele cor de chocolate chamada Johnson, e promoveriam um jantar onde alguns agentes do FBI e do DEA seriam convidados. Átila conhecia um colombiano que trabalhava neste departamento, mas não conhecia nenhum federal. Sabia como era importante conhecer gente. Átila era um entusiasta das chamadas networks, as redes de trabalho.
Virou-se para ela, tendo na mão direita um copo d'água. Recostou-se ao balcão de mármore da pequena cozinha, que tomava todo o lado esquerdo do recinto juntamente com a pia e, além, o fogão. O filtro de água era conjugado à torneira da pia da cozinha, filtrando a água na hora em que era acionado. Puxou a namorada para si pela cintura, estalando um beijo suave e breve em seus lábios antes de beber toda a água num só fôlego. Colocou o copo de acrílico dentro da pia, abraçando-a pela cintura com as duas mãos.
- Você sabe como os putos do Bureau são frescos. Sempre vêm com aquela história furada de jurisdição, de competência e o caralho. Conhecer gente de lá de dentro pode ser importante. Até mesmo nessa investigação na qual estamos trabalhando.
Ao contrário de Jasmine, o caso não o afetava demais. Claro que ficara revoltado ao saber do assassinato das crianças, mas já havia visto coisas piores em sua vida, especialmente quando era mais novo. Talvez fossem as pequenas tragédias, suas e daqueles que o cercaram em sua vida no Brasil, que o fizeram amadurecer tão cedo – ou tornar-se relativamente frio em idade precoce. Já havia presenciado assassinatos, estupros e outros tipos de violência física – as poucas marcas que carregava no corpo pareciam, inclusive, ser oriundas de sessões de tortura.
A voz atravessou os lábios do homem com um acentuado sotaque. Mesmo falando um inglês impecável, era praticamente impossível evitar que o jeito marcadamente latino de falar desse o ar de sua graça na voz grave do homem. O beijo suave de Jasmine foi suficiente para que os poucos pêlos de seus antebraços, bem como os de sua nuca, se eriçassem. Havia notado que ela acordara quando saiu do quarto na direção da cozinha. Como diria sua mãe, tinha "ouvido de tuberculoso".
O jantar que aconteceria no domingo era oriundo de uma articulação que Átila começou. Havia conversado com a delegada-inspetora do distrito policial, uma mulher de olhos negros e pele cor de chocolate chamada Johnson, e promoveriam um jantar onde alguns agentes do FBI e do DEA seriam convidados. Átila conhecia um colombiano que trabalhava neste departamento, mas não conhecia nenhum federal. Sabia como era importante conhecer gente. Átila era um entusiasta das chamadas networks, as redes de trabalho.
Virou-se para ela, tendo na mão direita um copo d'água. Recostou-se ao balcão de mármore da pequena cozinha, que tomava todo o lado esquerdo do recinto juntamente com a pia e, além, o fogão. O filtro de água era conjugado à torneira da pia da cozinha, filtrando a água na hora em que era acionado. Puxou a namorada para si pela cintura, estalando um beijo suave e breve em seus lábios antes de beber toda a água num só fôlego. Colocou o copo de acrílico dentro da pia, abraçando-a pela cintura com as duas mãos.
- Você sabe como os putos do Bureau são frescos. Sempre vêm com aquela história furada de jurisdição, de competência e o caralho. Conhecer gente de lá de dentro pode ser importante. Até mesmo nessa investigação na qual estamos trabalhando.
Ao contrário de Jasmine, o caso não o afetava demais. Claro que ficara revoltado ao saber do assassinato das crianças, mas já havia visto coisas piores em sua vida, especialmente quando era mais novo. Talvez fossem as pequenas tragédias, suas e daqueles que o cercaram em sua vida no Brasil, que o fizeram amadurecer tão cedo – ou tornar-se relativamente frio em idade precoce. Já havia presenciado assassinatos, estupros e outros tipos de violência física – as poucas marcas que carregava no corpo pareciam, inclusive, ser oriundas de sessões de tortura.
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