segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Assassinatos natalinos - parte um(by Jô)

Queens, NY

Local: Um pequeno prédio residencial a dois quarteirões da delegacia
Data: 05 de janeiro de 2007
Hora: 1:30 da manhã

No apartamento 301 daquele prédio, habitado em grande parte por policiais, ainda havia luzes acesas na sala. Era um cômodo espaçoso, separado da cozinha por um balcão e do único quarto - uma suíte de casal - por uma porta, que estava entreaberta no momento.

Voltando a atenção para a sala, podia-se ver uma mesinha ao lado da porta, onde repousavam dois molhos de chaves e um coldre com um cabo prateado à mostra. Do lado direito, perto do balcão da cozinha, ficava a mesa de madeira nua que era usada para as refeições. Pendurado em uma das cadeiras, um casaco pesado indicava que pelo menos um dos habitantes do apartamento era um homem. Do outro lado da sala, uma estante antiga abrigava a TV e vários livros. Junto à porta do quarto, havia um sofá com dois lugares e um tapete claro.

Espalhados em desordem no tapete macio, estavam papéis e retratos de crianças... e uma jovem mulher. Tinha a pele clara e rosada, os cabelos ruivos, longos e ondulados e, se os olhos estivessem abertos, a cor vista seria um verde vivo. Mas não estavam. Estava deitada de lado, profundamente adormecida, sem ter sequer tido o trabalho de tirar os óculos de leitura.

Chamava-se Jasmine Fitzpatrick e era a caçula de cinco filhos de uma família irlandesa. Mudara-se para Nova York bem pequena, e sempre vivera no Queens, de onde só saíra para cursar a faculdade de Psicologia. Voltando para casa com o diploma, acabou por ingressar na Polícia depois de ver a situação em que sua vizinhança se encontrava. Aprovada nos exames com excelentes notas, começou o trabalho nas ruas, mas seu diploma em Psicologia logo lhe conseguiu um trabalho interno, criando perfis dos criminosos que tinham repetidas passagens pela delegacia.

No Distrito, além do emprego, que não trocaria por nenhum outro, conquistara também bons amigos e um namorado que, recentemente, se transformara em seu companheiro no apartamento onde se encontrava.

A ruiva, que vestia pijamas de flanela verde-escura, se mexeu um pouco ao ouvir o ruído de chaves na porta, mas não chegou a despertar. Virou-se de lado e continuou a dormir.

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