Jasmine, depois de ouvir vagamente o ruído das chaves na porta, havia se virado no tapete e dormido mais um pouco. Levaria apenas alguns minutos, no entanto, até que a ruiva se sentasse sobre os calcanhares no tapete. Ouviu algum ruído vindo do quarto, indicando que o companheiro estava lá. Com um suspiro desanimado, começou a catar as fotos espalhadas. Organizou tudo numa pilha e guardou papéis e fotos na pasta, ouvindo com atenção os ruídos que vinham do quarto. Depois de arrumar tudo, sentou-se com as pernas cruzadas à moda índia, sem a menor vontade de se levantar.
Aquele caso estava sendo bastante duro para Jasmine. Assassinatos de qualquer tipo já a incomodavam profundamente. Era o tipo de coisa que, racionalmente, era obrigada a entender. Como psicóloga, sabia dos motivos que levavam as pessoas a matar. Sabia que nem todo assassino podia ser considerado totalmente culpado por seus atos. Sabia que alguns matavam sob o efeito de drogas, ou por manifestações paranóicas relacionadas com algum tipo de distúrbio mental. Isso racionalmente. Mais difícil era explicar isso para o seu lado emocional. O assassinato de crianças, principalmente, mexia com seus instintos mais primitivos. O instinto de proteção - várias daquelas crianças eram da mesma idade de alguns dos seus sobrinhos - e o instinto maternal que, segundo sua experiência, toda mulher saudável possuía.
Sacudiu a cabeça. Precisava parar com esses devaneios quando tinha mais o que fazer. Levantou-se agilmente, mantendo a pasta em uma das mãos. Observou a passagem de Átila até a cozinha antes de ir deixar a pasta na escrivaninha do quarto. Olhou ainda uma vez as fotos, antes de apanhar o casaco dele, verificar que estava limpo e colocar na parte do guarda-roupa que reservavam para os casacos. Passou em revista o resto do quarto, chutando os coturnos para baixo da cama, e seguiu para a cozinha. Lá, olhou o calendário que ficava em uma parede, checando os compromissos anotados. Deixou escapar um gemido de desânimo ao ver o jantar da delegacia marcado para o domingo, dia 7.
Afastou-se do calendário e se aproximou do companheiro, abraçando-o por trás. Ficando nas pontas dos pés, apoiou o queixo ao ombro dele, com um longo suspiro.
- Precisamos mesmo ir ao jantar de domingo...? - sussurrou no ouvido dele, aproveitando a posição para dar um beijo leve pouco abaixo da orelha do homem.
Aquele caso estava sendo bastante duro para Jasmine. Assassinatos de qualquer tipo já a incomodavam profundamente. Era o tipo de coisa que, racionalmente, era obrigada a entender. Como psicóloga, sabia dos motivos que levavam as pessoas a matar. Sabia que nem todo assassino podia ser considerado totalmente culpado por seus atos. Sabia que alguns matavam sob o efeito de drogas, ou por manifestações paranóicas relacionadas com algum tipo de distúrbio mental. Isso racionalmente. Mais difícil era explicar isso para o seu lado emocional. O assassinato de crianças, principalmente, mexia com seus instintos mais primitivos. O instinto de proteção - várias daquelas crianças eram da mesma idade de alguns dos seus sobrinhos - e o instinto maternal que, segundo sua experiência, toda mulher saudável possuía.
Sacudiu a cabeça. Precisava parar com esses devaneios quando tinha mais o que fazer. Levantou-se agilmente, mantendo a pasta em uma das mãos. Observou a passagem de Átila até a cozinha antes de ir deixar a pasta na escrivaninha do quarto. Olhou ainda uma vez as fotos, antes de apanhar o casaco dele, verificar que estava limpo e colocar na parte do guarda-roupa que reservavam para os casacos. Passou em revista o resto do quarto, chutando os coturnos para baixo da cama, e seguiu para a cozinha. Lá, olhou o calendário que ficava em uma parede, checando os compromissos anotados. Deixou escapar um gemido de desânimo ao ver o jantar da delegacia marcado para o domingo, dia 7.
Afastou-se do calendário e se aproximou do companheiro, abraçando-o por trás. Ficando nas pontas dos pés, apoiou o queixo ao ombro dele, com um longo suspiro.
- Precisamos mesmo ir ao jantar de domingo...? - sussurrou no ouvido dele, aproveitando a posição para dar um beijo leve pouco abaixo da orelha do homem.
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